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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Perto de uma mulher, são só garotos


Os sutiãs rasgados e a chamada "Revolução sexual" mudaram muita coisa na então (e sempre) complicada relação homem - mulher. Todas as mudanças, desde o ingresso da mulher no mercado de trabalho à ascensão feminina no quadro político brasileiro causaram impacto não só nas lutas feministas, mas na história dos pobres homens. Eles não souberam se encaixar nesse novo contexto, perdendo seu domínio também na hora da sedução. Com a liberação feminina moral, social e profissional veio a permissão para seduzir, sem rodeios e entrelinhas. As mulheres deixaram de lado (ou deveriam) artifícios que a objetivavam e passaram a verbalizar seus desejos e vontades, tal qual os homens. Não é mais preciso inúmeras indiretas, saias, sombras, sapatos (pelo menos para as mais corajosas). Tudo é resolvido com um papo direto e reto. Aí está o problema. As mulheres conquistaram o lugar de desejantes e os homem foram obrigados a ocupar o lugar de desejados. Resultado: o famoso bordão "Hoje não, querida, estou com dor de cabaça" mudou de gênero e até intitula a reportagem  da revista TPM¹ em uma de suas últimas edições. A reportagem levanta a ausência de cartilha cultural nessa nova relação. Assim, tanto o homem, quanto a mulher se deparam com dúvidas como: "Será que não sou homem?" e "Será que seduzir não é coisa de vadia?". Ou seja, tudo ficou mais complicado do que era, principalmente para aquelas que ainda não acostumaram com o papel de desejantes. Se as mulheres são difíceis de entender, os homens são praticamente impossíveis, principalmente quando abraçam esse novo papel (desejados), mesmo envoltos por antigos preconceitos, que persistem, como mostra o estudo "Mulher no mercado de trabalho: perguntas e respostas", divulgado pelo IBGE. A pesquisa traz que as mulheres ainda ganham em torno de 72,3% do rendimento dos homens, diferença que leva em consideração pessoas com mesma escolaridade. Esse número impacta quando pensamos que as mulheres representam  hoje 61,2% das trabalhadoras com 11 anos ou mais de estudo (contra 53,2% de homens). Como faço parte do grupo dos novos desajustados, acho tão mais fácil a velha tríplice: charme, violão e palavras bonitas (só charme e palavras bonitas servem, também). Talvez esteja muito fácil ou só precise treinar novas cantadas, vai saber.

Explica tudo, Elvis!





Abraço!